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Friday, July 11, 2008

Jaguar antigo bate recorde pre�o em leil�o

Um comprador pagou 2,2 milh�es de libras (mais de R$ 7 milh�es) pelo carro esportivo Jaguar D-Type de 1955 em leil�o promovido nesta sexta-feira (11) no Festival Goodwood de Velocidade, em Chinester, na Inglaterra. Foi o maior pre�o que a casa de leil�es Bonhams alcan�ou na venda de um Jaguar. O recorde anterior era de 1,7 milh�o de libras (R$ 5,44 milh�es), estabelecido em 1999.

O carro com chassis 'XKD509' foi o primeiro modelo D-Type produzido pela Jaguar em 1955.

Na �poca, o comprador pagou por ele 2,5 mil libras (R$ 8 mil). Com motor 3.4 litros, o Jaguar D-Type de 1955 participou de corridas em Sebring e Elkhart Lake, nos Estados Unidos.

Al�m do Jaguar, outros carros antigos foram leiloados no evento, alcan�ando um volume de neg�cios de 6 milh�es de euros. O leil�o durou seis horas e teve aproveitamento de 71% dos produtos oferecidos.

Um Invicta 4 �-litre S-Type Tourer �Scimitar� alcan�ou tamb�m um recorde em leil�es ao ser arrematado por 419,5 mil libras (R$ 1,34 milh�o). Uma Ferrari F40GTM Berlinetta de 1990 foi vendida por 183 mil libras (584 mil), e um Le�n Boll�e de 1905, que pertenceu ao rei da B�lgica, saiu por 133,5 mil libras (R$ 426 mil).

Fonte

Thursday, July 10, 2008

De volta ao passado 4� edi��o - Aero-Willys

A Willys nasceu em 1907, com a compra da Overland Automobile Company - sediada em Indian�polis, Indiana, nos Estados Unidos - por John North Willys. O novo empres�rio conseguiu reequilibrar as contas da empresa e com melhorias de produ��o, houve uma mudan�a de nome: passou a se chamar Willys Overland Company.

Surgia ent�o seu primeiro autom�vel, um pequeno quatro-cilindros. Em 1909 lan�ava outros dois carros, ambos de seis cilindros e grandes dimens�es. Mas, a crise por que passou nos anos 20 fez com que a Willys Corporation adquirisse um ter�o da a��es da Willys Overland Company. Em 1929, John North Willys deixava a companhia e o mundo automobil�stico.

No in�cio da d�cada de 30 a empresa era afetada tamb�m pela crise mundial. Sua produ��o resumia-se a apenas um modelo, chamado de 77, que conseguiu dar f�lego � Willys at� o in�cio da Segunda Guerra Mundial. Em 1940 era apresentado o General Purpose Vehicle, ve�culo para uso geral, destinado �s for�as armadas do ex�rcito norte-americano.

Anos depois do fim da Segunda Guerra, em 1948, Clyde Paton e Phil Wright davam in�cio ao projeto daquilo que seria o futuro Aero-Willys. Paton tentou antes vender seu projeto para a Nash e a Packard, mas ambas recusaram e mais tarde ele o ofereceu para a Willys, sendo aceito. O projeto do Aero teve in�cio em 1950 -- a denomina��o devia-se a sua estrutura monobloco, comparada aos mais modernos avi�es a jato, que recebiam a denomina��o de aero frame.

Em 1952 eram apresentados ao p�blico norte-americano os modelos Lark, Wing, Ace e Eagle. Podiam ser equipados com motores de quatro e seis cilindros, carrocerias de duas ou quatro portas, vidros traseiros panor�micos ou n�o, vers�es cup� com ou sem colunas centrais.

No ano seguinte a Willys Motor Company entrava em grave crise financeira, sendo obrigada a se tornar subsidi�ria da Kaiser-Frazer Corp., do grupo Kaiser Industries. Com a fus�o, os modelos Aero passavam por mudan�as de mec�nica: ofereciam opcionalmente motores Kaiser, c�mbio autom�tico Hydramatic e dire��o assistida - itens que, infelizmente, nunca chegariam aos modelos feitos no Brasil.

Mas de ano em ano as vendas vinham caindo. O consumidor norte-americano gosta de autom�veis grandes e para os padr�es locais o Aero era considerado compacto. Os modelos foram fabricados at� 1955, quando estavam reduzidos aos modelos Custom de quatro portas e Bermuda de duas portas. Durante os tr�s anos em que foram produzidos, foram feitos 92.046 Aeros.


A Willys no Brasil

A Willys Overland do Brasil S.A. foi fundada em 26 de abril de 1952, em S�o Bernardo do Campo, em S�o Paulo. Iniciou atividades em 1954 com a montagem do Jeep Willys,ersal. Esse modelo logo se destacou por sua robustez e valentia. Em 31 de janeiro de 1958 era produzido o primeiro motor a gasolina para carros de passeio.

Em 1960, com quatro anos de exist�ncia, a industria automobil�stica nacional ainda contava com poucos modelos. O Aero-Willys brasileiro foi apresentado em 25 de mar�o de 1960, com �ndice de nacionaliza��o de 85,3%. Era muito parecido aos modelos Aero Wing norte-americanos, mas trazia alguns detalhes dos modelos Custom, como a grade dianteira, lanternas e frisos. Um sed� de quatro portas que possu�a caracter�sticas inovadoras para o mercado brasileiro, como o perfil aerodin�mico, cofre do motor e porta-malas mais baixos que os p�ra-lamas e grande �rea envidra�ada.

No interior era poss�vel levar seis ocupantes com relativo conforto. O motor era o mesmo usado no Jeep Universal, um seis-cilindros em linha de 2,6 litros, que desenvolvia 90 cv a 4.000 rpm; o c�mbio tinha tr�s marchas. Para 1962, os Aeros recebiam altera��es como rodas e calotas, frisos laterais, painel estofado, cores e detalhes interiores.

Em setembro daquele ano era apresentado o Aero-Willys 2600 modelo 63: totalmente redesenhado por estilistas brasileiros, foi mostrado ao p�blico com sucesso no III Sal�o do Autom�vel, em S�o Paulo. Sua estrutura era a mesma do modelo anterior, mas com carroceria inteiramente nova. O motor era o seis-cilindros, agora alimentado por dois carburadores acoplados a um novo coletor de admiss�o, o que elevou sua pot�ncia para 110 cv a 4.400 rpm. No interior o painel revestido de madeira jacarand� trazia tr�s mostradores de fun��es acopladas, acendedor de cigarros dentro do cinzeiro e limpador de p�ra-brisa el�trico.

A Willys sabia que o ponto alto do desenho do Aero era sua traseira e, nos modelos 65, os desenhistas resolveram encomprid�-la. Inverteram a posi��o das lanternas e a tampa do porta-malas recebeu outro estilo, seguindo o desenho reto da carroceria. Entre itens mec�nicos, foram aperfei�oados os freios, com a coloca��o de tambores mais leves, a suspens�o dianteira e o c�mbio, de quatro marchas sincronizadas.

Ainda em 1965, para disputar o mercado de carros de luxo, a Willys decidiu criar uma vers�o mais sofisticada. O novo carro foi lan�ado em 1966 e batizado de Itamaraty, uma alus�o ao pal�cio hom�nimo sediado em Bras�lia. As mudan�as est�ticas davam apar�ncia mais agrad�vel ao carro: nova grade dianteira, lanternas, sobre-aros cromados nas rodas. No interior trazia bancos revestidos de couro, r�dio com dois alto-falantes, luzes de leitura e painel revestido de jacarand� maci�o. J� na linha 1966 a Willys fazia mudan�as na parte mec�nica, como pist�es autot�rmicos, an�is de menor altura e novas buchas nos mancais do motor, al�m da utiliza��o de alternador no lugar do d�namo.

No segundo ano de produ��o do Itamaraty, 1967, surgia quase um novo carro: o motor 3000, com 3,0 litros e alimentado por um carburador de corpo duplo, desenvolvia 132 cv a 4.400 rpm, o que melhorava muito o desempenho do autom�vel. Para celebrar as modifica��es mec�nicas, a grade foi novamente modificada, as lanternas traseiras passaram a ser totalmente utilizadas com seis l�mpadas, os pneus eram agora 7.35 - 15 e os frisos externos vinham redesenhados.

Ocupando a quarta posi��o na fabrica��o de ve�culos, a Willys come�ava a despertar interesse em outras marcas. Ainda em 1967 a Ford adquiria o controle majorit�rio das a��es da Willys Overland. Com a absor��o da empresa, em 1969 a raz�o social era alterada para Ford-Willys do Brasil S.A. E nesse ano a influ�ncia da Ford come�ava a ser sentida nos produtos Willys: Aero e Itamaraty recebiam motores mais potentes, com 130 e 140 cv, na ordem.

Esteticamente n�o foram feitas grandes modifica��es - o Aero mantinha a frente inalterada, ganhando novos freios e estofamento. O Itamaraty perdia o painel de jacarand�, que passava a vir com imita��o em pl�stico. E sofrendo concorr�ncia interna com a chegada do Galaxie, as vendas dos modelos come�avam a declinar ano a ano, apesar das redu��es de pre�o feitas pela Ford.

A despedida do Aero e de sua vers�o de luxo deu-se em 1971. Durante os 19 anos de produ��o, foram feitos 99.621 Aero-Willys e 17.216 Itamaratys - o motor de 3,0 litros, por�m, seria usado dois anos depois no Maverick. Com o fim dos dois modelos, desapareciam dois �cones dos primeiros anos da ind�stria automobil�stica brasileira.

Fonte

Wednesday, June 4, 2008

De volta ao passado 1� edi��o - Chevrolet Camaro

O primeiro da s�rie de volta ao passado � nada menos que o Chevrolet Camaro.
O Chevrolet Camaro come�ou a ser projetado em 1964 com o desenvolvimento do �F-Car� que iria disputar mercado com o Ford Mustang. O projeto �F-Car� deu origem ao Pontiac Firebird e o Chevrolet Camaro.

Em 1966 foi lan�ado o primeiro Camaro, lan�ado como modelo 1967 e sendo o primeiro projeto desenvolvido com auxilio de computadores afim de garantir a fluidez mec�nica e nas linhas. Diferente do seu concorrente, introduziu o conceito de uni�o de carroceria em pe�a �nica colocada em um sub-chassis, que dava uma maior rigidez, melhor isolamento ac�stico, maior conforto e mais estabilidade.

No ano de 1967, o Camaro foi escolhido como Pace Car oficial das 500 Milhas de Indian�polis, honra que s� concedida aos velozes e dotados de estilo. Neste primeiro ano nasce tamb�m um dos seus modelos mais famosos, cujo sucesso esteve sempre associado � pot�ncia e � velocidade - o Z28, equipado com um V8 de bloco compacto. Ao final deste ano, 220 906 unidades entre todos os modelos e mais 100 r�plicas brancas do Pace Car haviam sido produzidas.

O ano de 68 foi de estr�ia de outro s�mbolo entre os Camaros, o SS. Al�m do modelo tradicional equipado com um motor V8 de 350 polegadas c�bicas de deslocamento, uma vers�o de 396 polegadas foi criada, que visualmente diferia dos demais pelo cap�.

Em 1970 produz a segunda gera��o de Camaros, que apenas mant�m o conceito estrutural de constru��o, mas que est�tica e mecanicamente recebe muitas modifica��es, com fortes influ�ncias de fabricantes europeus. Al�m do novo visual, um V8 de 350 polegadas, mais forte (360 cavalos) e ainda uma opcional de 396 polegadas e 375 cavalos para o SS.

Os anos seguintes para o Camaro teve suas vendas abaladas pela subida do pre�o do petr�leo fazendo o consumidor optar por ve�culos que consumiam menos. Somado a isto, medidas anti-polui��o fizeram acabar com os grandes V8, em 1972 o fim da produ��o do SS e em 73 o surgimento do Camaro LT privilegiando mais o luxo e o conforto e menos a pot�ncia, dando lugar inclusive aos motores 6 cilindros em linha, menos potentes e mais econ�micos. A crise faz outra "v�tima" em 74, terminando com o Z28.

Nos anos seguintes o Camaro teve poucas modifica��es que se restringiram basicamente a modifica��es est�ticas e novos acess�rios no modelo LT, disponibilizando at� um pacote chamado Rally Sport, produzindo um carro mais acess�vel ao consumidor e que em 1977 fez novamente as vendas ultrapassrem as 200 mil unidades. Em 11 de Maio de 1978, o Camaro de n�mero 2 milh�es sai da unidade de Van Nuys e encontra-se at� hoje com um revendedor GM.

Com fim da d�cada, o fim chega tamb�m o fim da crise. O fim da linha LT, dando lugar ao Berlinetta e a volta do Z28 com um exclusivo motor V6 de 231 polegadas c�bicas e um novo Scoop com abertura traseira. Em 1981, produz-se o �ltimo Camaro da segunda gera��o, bem como marca o in�cio das implementa��es eletr�nicas para gerenciamento mec�nico.

Em 1982 n�o apenas marca mais uma gera��o - a terceira - do Camaro, mas tamb�m a maior modifica��o est�tica ap�s 12 anos, com um design mais moderno, quase futurista apesar das linhas mais retas e com a cria��o da traseira hatch. Ainda no ano da estr�ia da terceira gera��o, o Camaro � eleito o Carro do Ano pela revista Motor Trend e � escolhido pela terceira vez como Pace Car oficial de Indian�polis 500.

A terceira gera��o, apesar de apresentar como novidade o fato de pela primeira vez contar com um motor 4 cilindros, equipando o Sport Coup�, tamb�m marca o retorno dos V8 dotados de maior pot�ncia, que praticamente abandonaram a linha em fun��o da crise de petr�leo e das restri��es contra emiss�es de poluentes. Novos c�mbios de 5 velocidades manual e de 4 velocidades autom�tico, tamb�m come�aram a equipar os modelos.

Uma s�rie especial, denominada IROC-Z (International Race Of Champions) baseada no Z28, ganhou um pacote especial de items est�ticos e mec�nicos, tornando-se um dos modelos preferidos entre os da terceira gera��o. Ainda sobre o bloco V6, que recebeu um sistema de inje��o eletr�nica que o faria produzir 215 cavalos, contra os recentes V8 tradicionais de 190 cavalos. Mais tarde, nos anos de 1987 e 88, o IROC-Z ganhou mooriza��es de 225 e 230 cavalos respectivamente, baseado na mesma motoriza��o que equipava ent�o o Corvette. Neste mesmo ano, mais uma vez o Z28 sai de linha, para retornar apenas em 91.

As vendas j� estavam abaixo das 100 mil unidades anuais e em uma tentativa de revitalizar o mito, surge a quarta gera��o em 1993. Com uma nova e completa reestiliza��o, o Camaro tornou-se visualmente mais atraente e ainda oferecendo como op��es de motoriza��o, um bloco V6 de 160 cavalos e o Z28 equipado com o mesmo V8 que equipava ent�o o Corvette, o LT-1 V8 de 275 cavalos, recebendo pela quarta vez a honra de ser o Pace Car oficial de Indian�polis 500. Outro item que passa a ser de s�rie a partir deste ano em toda a linha, � o duplo air-bag. No ano seguinte o LT-1 ganha inje��o eletr�nica sequencial e c�mbio manual de 6 velocidades com assist�ncia por computador.

O modelo 96 ganha sistema de controle de tra��o como opcional para o Z28 al�m de um novo motor para os modelos equipados com o V6, que produzia 200 cavalos. Mas sem d�vida o retorno da vers�o SS, foi o ponto de destaque e de comemora��o aos aficcionados pelo carro, j� que pela primeira vez ap�s os anos de crise, o Camaro volta a sair de f�brica com um motor V8 de mais de 300 cavalos, 310 para ser exato! Al�m do retorno aos regimes de pot�ncia do passado, o carro ganhou de volta o Scoop sobre o cap�, um novo Spoiler traseiro, recalibragem no sistema de suspens�o e as mesmas rodas 17 polegadas do Corvette ZR-1.

Nenhuma mudan�a significativa aconteceu at� 98, quando um novo face lift que incluiu mudan�as grandes na frente, novo conjunto �tico, saias, e conjunto aerodin�mico. Mecanicamente, tamb�m grandes novidades ficaram por conta do novo motor inteiramente em alum�nio, mais uma vez derivado do mesmo que equipava o Corvette. Tratava-se de um V8 de 5.7 litros que no Z28 produzia 305 cavalos e 320 no SS. Novos freios a disco com assist�ncia por ABS Bosch nas quatro rodas.

Desde ent�o, a n�o ser por alguns poucos detalhes est�ticos e o controle de tra��o eletr�nico que passou a ser item de s�rie para todos os modelos, a maior novidade fica por conta de uma triste not�cia para os f�s do carro. No ano em que este mito completa 35 anos de hist�ria, a General Motors lan�a uma edi��o comemorativa, baseada no modelo convers�vel e no targa, que basicamente tem pintura e adere�os internos celebrando seu anivers�rio, mas ao mesmo tempo informa��es extra-oficiais, d�o conta que estes carros dever�o ser os �ltimos a serem produzidos pela marca, que pretende encerrar sua produ��o.


Fonte
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